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Biodiversidade

Substantivo feminino que é definido como o conjunto de todas as espécies de seres vivos existentes na biosfera ou o conjunto de todas as espécies de seres vivos existentes em determinada região ou época. Essas são algumas das definições que nossos dicionários dão para a famosa biodiversidade, mas de onde surgiu esse substantivo? Será que ele realmente merece nossa atenção? Por que tanto mobilização em torno desse tema?

Para podermos responder essas questões precisamos entender o que acontecia no mundo àquela época. A “invenção” da palavra biodiversidade é atribuída Walter G. Rosen, em meados da década de 1980, enquanto ele organizava um evento sobre diversidade biológica nos Estados Unidos, tudo isso quando as preocupações com as questões ambientais começavam a tomar força e diversos cientistas mundo à fora passavam a publicar com mais frequência  estudos sobre as espécies e suas relações com o ambiente em que viviam, não muito antes disso, na década de 1970, outra palavra muito conhecida hoje em dia foi criada, a tal da sustentabilidade ou desenvolvimento sustentável. O mundo começava a olhar com mais atenção aos problemas que o próprio homem vinha causando à natureza e às relações ecológicas das espécies com o ambiente, começávamos a ter ideia do que hoje chamamos de Antropoceno (A ideia de que as ações humanas estão tão drásticas que passamos a mudar a geologia, paisagem e evolução do planeta de tal forma que estamos vivendo/criando uma nova era geológica).

Todo dia são descobertas novas espécies em todo o mundo, em um ritmo que você nem imagina! Nosso planeta é capaz de suportar tanta vida em tantos locais diferentes que nós humanos, no alto de nossa prepotência intelectual, não estamos nem perto de saber a quantidade de animais, plantas, fungos e seres vivos no geral que existem na Terra. Para colocarmos um pouco mais de dramaticidade nisso, no mesmo ritmo que descobrimos novas espécies estamos também extinguindo espécies, muitas delas que nem chegamos a conhecer, graças ao ritmo frenético que abrimos e destruímos áreas ainda intocadas na natureza, grande exemplo disso é a nossa Amazônia e as áreas de floresta tropical ao redor do mundo, sem contar na acelerada velocidade que mudamos as propriedades físicas e química dos mares e perturbamos de forma, provavelmente irreversível, a sustentação da vida nos oceanos. O prognóstico não é nada animador!

Porém nem tudo está perdido, ou pelo menos ainda há o que salvar. Estamos em um momento crítico da vida humana na terra, e passou da hora de despertarmos para as consequências que nossas ações aqui trarão para a biodiversidade na terra e para nós mesmo, afinal por definição somos seres vivos que existem na biosfera. Por mais clichê que possa parecer, nossas ações individuais e rotineiras estão diretamente relacionadas com as grandes questões que norteiam o rumo que daremos ao planeta. Redução do uso de plástico, uso de transporte menos poluentes, consumo consciente, reciclagem, produtos orgânicos, energias alternativas, produtos certificados, divulgação de práticas sustentáveis, são alguns dos tópicos que nós enquanto indivíduos podemos praticar no nosso dia a dia e de fato fazer diferença como uma sociedade.

Não nos esqueçamos que nós seres humanos, como animais e parte integrante do meio não podemos nos furtar de assumir a responsabilidade por nossos atos. São nossas escolhas de hoje que nos colocarão na história como vilões ou heróis. De que lado você quer estar?

Cleiuodson Lage